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Guia de redes sociais para pais

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Tem filhos? Tem sobrinhos? Amigos com filhos? Isto eu não sei, mas sei que tem Facebook. Talvez Instagram e quem sabe Twitter e… poderíamos seguir! A maioria dos pais e educadores parece não estar consciente dos perigos das redes sociais. Antes de ensinar os mais novos a usar as redes sociais, ensinemos os pais.

Este manual de boas práticas nas redes sociais para pais tem apenas como objectivo promover um uso equilibrado e saudável dos canais digitais - sem extremismos!

1. Nem todas as fotografias são publicáveis

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Fotografias de crianças nuas. Fotos dos mais novos de dedo no nariz.

Continuamos? Porquê? A resposta é simples, a Internet não é inocente e uma vez publicado, para sempre em rede. Aquilo que para si é uma gracinha, poderá ser visto de forma diferente pelo seu filho quando crescer. Pense ainda que um dia, os futuros colegas de escola e chefes do seu filho irão pesquisar sobre ele online. Ainda não se convenceu? Então, aqui vai a verdade dura e crua: uso indevido e sem a sua autorização da imagem do seu filho em campanhas publicitárias, esquemas ilícitos de angariação de dinheiro, redes de pedofilia e… ficamos por aqui!

2. Não ponha as crianças em risco

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Fotos dos miúdos com a farda escolar ou imagens dos putos à porta de casa são exemplos de fotografias que não deve publicar online. Este tipo de imagens coloca o seu filho e a segurança de todos em risco. A própria polícia faz alertas semelhantes - se não confia em mim, confie neles!

3. Protecção dos dados online

Boas passwords, opções de privacidade e segurança online

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Sejamos francos: a maioria dos utilizadores de redes sociais é desleixado com a privacidade e definições da conta. Sabia, por exemplo, que entre as passowrds mais usadas estão senhas como “123456” e a palavra“password”? Ou que grande parte das contas de Instagram ou de Facebook são abertas, acessíveis a qualquer pessoa?

Vamos imaginar que é um utilizador consciente e responsável, com senhas seguras, com as opções de privacidade devidamente definidas e contas bem protegidas. Mesmo assim, será que sabia que no Facebook, um amigo de um amigo pode ver aquilo que publicou? E quem lhe garante que o amigo do amigo é mesmo amigo? Entenda: na Internet e nas redes sociais, nada é infalível e os hackers não dormem!

4. O seu filho é um ser independente

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Mais do que nunca, os pais vêem as crianças como extensão de si. Há orgulho, há pais babadas e muita partilha online! Nada contra, apenas não se esqueça que os seus filhos são indivíduos com direitos e vontade própria. O que está bem para si, pode não estar bem para ele, sobretudo à medida que vão crescendo. Ponha-se no lugar da criança e pense como se sentiria se desde tão tenra idade os seus pais tivessem exposto a sua vida com estranhos! Ou como se sentia quando os seus pais iam buscar o álbum de fotos para mostrar fotografias suas com estranhos!

Quer um exemplo real? Em Agosto de 2015, o Tribunal de Évora proibiu os pais de publicarem imagens online do filho de 12 anos, respeitando, assim, o direito à imagem do menor.

5. As redes sociais não são para crianças - ou serão?

Convenhamos, para tudo há uma idade ou melhor: MATURIDADE. No caso das redes sociais, depende de rede para rede.

A COPPA (Children’s Online Privacy Protection Act  —  Lei da Protecção da Privacidade Online de Crianças) considerou os 13 anos como é a idade mínima para abrir conta na redes sociais . No entanto, antes, pense se o seu filho tem maturidade para tal, pois cada criança é diferente.

E lembre-se, por mais que seja vigilante, é impossível controlar tudo! E não falo apenas da pornografia online. Pense nas imagens de violência que mais o afectam ou nas notícias que diarimanente lhe causam choque! Que impacto teriam elas no desenvolvimento da criança?

E aqui entre nós, quantos miúdos com menos de 13 anos conhece com redes sociais? Para abrir uma conta de Twitter ou ter um perfil no Facebook, os miúdos não precisam de ir ao balcão e mostrar uma identificação. Basta mentir e alterar a data de nascimento!

6. Estar vigilante

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E atenção, ser vigilante, não significa entrar na conta do seu filho, ler mensagens privadas, responder ou publicar por ele. Não, não e não. Novamente: os filho são seres humanos e têm direito à privacidade. Isso não significa que não possa (e deva!) ficar de olho. Uma boa dica para pais é que os mesmos optem por criar uma conta nas redes sociais, de modo a ver de vez em quando aquilo que ele e os amigos vão publicando, assim como ficar a conhecer os grupos em que participa, a forma como interage com os demais, etc.

7. Deixe o bom senso comandar e VIVA

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Antes de publicar algo pense qual o objectivo? A quem é que isso importa? Quem vai beneficiar com isso? Por que não fazê-lo num canal privado? Será que das 20 fotografias da criancinha a comer um gelado, têm mesmo de publicar 16?

E mais, dê o exemplo aos seus filhos: viva os momentos, em vez de os fotografar. Converse em família, em vez de parar para um selfie. Brinque mais, em vez de caçar Likes. Comece a cuidar da sua família e amigos e a preocpar-se menos com os "amigos" online. O exemplo, assim como a educação começam por si! Sempre.

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