Vida de nomada digital em Okinawa

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Ser nomada digital em Okinawa

Antes de falar sobre ser nómada digital em Okinawa, é preciso entender melhor a história desta ilha japonesa. Okinawa é tipo o Havaí no Japão e sinceramente, até começar a planear a viagem para o Japão nem sabia que existia.

Sabíamos que dia 1 de agosto, seria o dia de partida para o Japão. Esta é a minha segunda vez no Japão e adoro o país, parece saído de outra realidade. Se por um lado, quando pensamos em Japão, pensamos em harmonia e delicadeza e descrição; por outro lado é um país louco. Aqui tudo vira entretenimento, por vezes extremo.

Como dizia, sabíamos que dia um de agosto estaríamos de partida para o Japão, mas desta vez não como meros viajantes. Seria como nomadas digitais no Japão.
Tendo em conta que o Japão é uma ilha de clima tropical, precisávamos de um sitio com praia – ainda mais é agosto, certo? Muito certo!
Foi aí que começamos a pesquisar onde iam os japoneses de férias. A resposta foi fácil Okinawa.

Onde fica Okinawa?

Okinawa é a prefeitura mais ao sul do Japão e consiste em 169 ilhas, coisa pouca, que formam o arquipélago Ryukyu, que se estende até Taiwan. Como a ilha é de clima subtropical, há praias lindas por aqui, ao contrário do outro lado do Japão. Não foi difícil ficarmos convencidos.

Depois disso, foi procurar casa em Okinawa. Algo de preço acessível e com Internet, que já se sabe, nomada digital que é nomada digital não pode viver sem Internet. Conseguimos encontrar uma casa fofinha em Itoman, perto de Naha, a capital de Okinawa. Depois, vimos umas fotografias catitas da ilha e avançamos com a reserva e com a ideia de ser nomada digital em Okinawa, aliás, nomada digital em Itoman.

Primeiras impressões de Itoman e de Okinawa

Como fizemos escala em Tokyo, para apanhar o voo para Okinawa, saímos de lá super convictos que fizemos bem em não ficar em Tóquio. Que calooooooor! Que humidade!

Nem Itoman, nem Okinawa são o Japão a que esperávamos – ou a que estávamos habituados. O Japão fofinho, de verde lindo, jardins elaborados e ultra organizado. Sinceramente, Naha está longe de ser bonita e Itoman é feia que dói. Mesmo o sistema de transportes estava longe de ser super incrível, quando comparado com outras cidades japonesas, onde tínhamos estado anteriormente.

A história de Okinawa

Foi aí, que aprender a história de Okinawa se revelou tao importante. Resumindo: até aos finais do século XIX, Okinawa era independente – a Okinawa e as restantes ilhas, as Ilhas Ryūkyū – ou ilhas Léquias ou Ilhas Luch.
Os japoneses vieram e lixaram a vida a todos, tipo o que fizeram com a Coreia do Sul – escravidão, assimilação forçada da língua, religião e costumes, prostituição… um forrobodó. Depois veio a primeira guerra e depois a segunda e as coisas só pioraram. Basta que na II Guerra Mundial, morreram mais civis aqui do que militares aqui. Ninguém se podia render e muitas famílias eram obrigadas a suicidar-se pelo exercito japonês, porque a honra e o diabo a sete do Imperador, não permitia que ninguém se rendesse. Não foi bonito.
O Japão perdeu a guerra e Okinawa ficou para os americanos, enquanto as restantes ilhas para os russos – que continuam a explorar a coisa. Em 1979, os americanos devolveram Okinawa ao Japão e em troca, obviamente: 75% das bases militares dos EUA continuam aqui.
Se estão em Okinawa, não podem deixar de visitar o Okinawa Memorial Park, que conta muito bem toda a história.
Ainda hoje há quem peça a separação, mas como nos disseram, o medo de conseguir a independência para Okinawa, para depois serem subjugados pela China fala mais alto. É por isso, que muita gente se apresenta primeiro como Okinawan e é até comum que as gerações mais novas saibam algumas palavras no idioma local.

Saber isto, ajudou muito a entender melhor este Japão diferente e foi também meio caminho andado para nos focarmos nas coisas boas de Okinawa – este é também o lado positivo de ser nomada digital: como sabemos que nada é para sempre, podemos simplesmente aceitar e desfrutar enquanto dura. Inclusive, quando um local não é o sonho, nem a maravilha que esperamos.

E que coisas boas tem Itoman e Okinawa?

– Praias de Okinawa

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Fotos das ilha de Tokashiki, nas ilhas Kerama

As praias, obviamente. A água é perfeita. E linda, cheia de tons de azul, linda, linda. Mesmo em Itoman, as praias pequeninas valem bem a pena.

Nomada digital em Okinawa, a nossa rotina em Itoman: acordar, ir até à praia Bibi de bicicleta, ir ao mercado de peixe comer e voltar para casa e trabalhar. Uma vez que aqui pelas 19h00 ficava noite, era importante aproveitar bem as manhãs.

Não saíam daqui sem apanhar um ferry e ir até uma das ilhas de sonho que há em Okinawa. Infelizmente, só conseguimos ir às ilhas Kerama e ficamos na ilha Kokashiki, que é perfeição. O mar tem como centenas de tons de azul claro e é daqueles sítios que não conseguimos parar de fotografar.

 

– Restaurantes de Okinawa

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Dicas de restaurantes em Okinawa para nomadas digitais

Sobretudo em Naha, há excelentes restaurantes e locais para comer. E, sim, mesmo para um nomada digital em Okinawa os preços são acessíveis.  Os meus favoritos foram o mercado de peixe de Naha e o Ramen Danbo, onde comi, possivelmente, o melhor ramen da minha vida!

Contudo, e surpreendentemente, o meu restaurante de Okinawa favorito estava mesmo em Itoman, a 10 minutos de casa e nem nome inglês tem. É o 大衆浴場 足立屋 E é um SONHO! Sobretudo pelo sushi, tem um Niguiri de Atum, chamado Atum Touro que, juro, quase me vieram as lágrimas aos olhos. Perfeição! Além disso, super barato! Algo que em Tóquio custaria uns cem euros, aqui ficam por menos de 30!

Acho que para quem procura praias de sonho e quer uma vida tranquila, Okinawa tem tudo para ser um bom destino, inclusive para ser um nomada digital. O meu principal conselhos para quem quer ser nomada digital em Okinawa é que escolham bem a cidade onde ficam. Sobretudo, porque não sendo um destino suuuuper turístico não há muita informação online. E também porque aqui, locais pequenos, podem ser mesmo pequenos!

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